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Um homem das artes e liderança industrial

Heitor Stockler de França foi um dos fundadores da Fiep e seu primeiro presidente

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Com seu perfil de liderança, Heitor Stockler de França representou a classe industrial paranaense nos anos de 1940, no momento em que o movimento sindical brasileiro passava por significativa expansão. Em 1944, juntou-se a um grupo de industriais e fundou a Fiep, formalizando a representatividade do setor na defesa dos interesses da indústria do Paraná.  

Heitor Stockler de França em meio a atletas.

Em 1946, Stockler de França filiou a Fiep à Confederação Nacional da Indústria (CNI), inserindo a entidade paranaense no cenário nacional. Ele realizou o árduo trabalho de consolidar a imagem da entidade frente à classe industrial, aos trabalhadores e às autoridades governamentais locais e nacionais. O empresário presidiu a Fiep até o ano de 1958. Stockler de França também fundou o Sesi, em 1947, que se somou ao Senai, fundado anteriormente, em 1943. Esse conjunto de entidades, acrescido do Instituto Evaldo Lodi (IEL) do Paraná, que foi inaugurado em 1969, formaria o Sistema Fiep. 

Casa Heitor 

Em 2013, a casa onde Heitor Stockler de França viveu no centro de Curitiba com a esposa Brasília e os filhos foi disponibilizada para a Fiep pelos seus herdeiros. Localizada na rua Marechal Floriano Peixoto, quase esquina com a rua Pedro Ivo, a construção pintada de cor-de-rosa data de 1893. É um marco da arquitetura do século XIX que foi muito bem preservado e hoje abriga o Centro Cultural Heitor Stockler de França, mantido pelo Sesi do Paraná. O local é carinhosamente chamado de ‘Casa Heitor’. Desde que foi fundado, em 2013, o espaço promove muitas ações culturais, com apresentação de shows e concertos, tudo gratuito e aberto ao público em geral.  

É um local destinado também à valorização dos artistas locais. A casa sempre teve vinculação com a vida cultural da cidade. Heitor Stockler de França e sua esposa eram apreciadores das artes. Na casa está parte do acervo da família, composto por quadros, fotografias históricas e um piano Essenfelder, muito usado por Heitor e Brasília em saraus que realizavam na residência para reunir familiares e amigos. 

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